O primeiro fato narrado nas Sagradas Escrituras
sobre o dízimo é o de Abraão e Melquisedeque.
- Gen.
14.18 E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e
vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo.
- Gen.
14.19 E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão
pelo Eterno Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
- Gen.
14.20 E bendito seja o Yaohuh Ul, que entregou os
teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
Obs: Lendo o texto cuidadosamente,
veremos que o criador não pediu dízimos a Abraão; ele deu de conta própria,
como sinal de obediência e respeito; pois tanto na Antiguidade quanto na Idade
Média e moderna era comum o servo pagar tributo ao Senhor da terra pelo direito
de cultivá-la; e o Eterno representado na figura de Melquisedeque, o recebeu.
Este dízimo foi espólio de guerra. Contudo, na há referência deste ato ter se
tornado corriqueiro, mas Abraão dizimou uma única vez. O Dízimo, a décima
parte, também faz referência a Lei que viria a posteriormente. Lembrando o
decálogo, cujo padrão não faz referência ao caráter humano, que ninguém
conseguiu cumpri-la, ao Eterno que em Yaohúshua a cumpriu. Logo, Vemos neste
fato duas menções, a Lei e a Graça. No caso dos que recebem a Lei tornam-se
malditos por não a cumprirem-na, mas aos que seguem a Graça são abençoados em
Yaohuh Ul, pois a representação do dízimo na Graça é dá a Yaohuh Ul, o salvador
Yaohúshua.
Por fim, na Graça, todos os
seguidores de Yaohúshua ofertam a Yaohuh Ul o próprio Mehushkhay (messias)
através do negar-se a si mesmo e vivendo a vida do Eterno em si mesmo. Assim
disse Shaul: Não vivo eu, mas Yaohúshua vive em mim.”. Este seria o Dízimo Espiritual, viver no
espírito gerando seus frutos na fé em Yaohúshua.
Um outro exemplo claro deste
tipo de doação ao Eterno foi a de Caim e Abel. O primeiro deu o seu melhor.
Trabalhou exaustivamente na terra e colheu suas primícias e ofertou no altar,
deu o seu melhor (o humano), ao Eterno e ele não se agradou. O segundo, Abel,
ofertou o cordeiro (o cordeiro que preconiza o messias Yaohúshua) e ele recebeu
e se agradou. (O dízimo de Abraão
prefigura a Graça).
O segundo fato narrado é o de Jacó.
Gen.
28.20 E Jacó fez um voto, dizendo: Se Yaohuh for
comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes
para vestir;
Gen.
28.21 E eu em paz tornar à casa de meu pai, o
Eterno me será por Altíssimo ;
Gen.
28.22 E esta pedra que tenho posto por coluna
será casa de Yaohuh; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.
Na ação de Abraão podemos ver
o reconhecimento dele por Melquisedeque que nada tinha com o sacerdócio
Levítico (Ao qual não tinha origem, ou seja Yaohúshua) que ainda estavam em
germe no íntimo do próprio Abraão, mas mesmo assim recebeu dízimos de Abraão,
demonstrando que o maior abençoa o menor.
Já no caso de Jacó, o mesmo
fez um voto a Yaohuh de que se recebesse o que pediu, dizimaria de tudo o que
Yaohuh Ul desse. Veja que no caso de
Jacó existe uma espécie de comércio, toma lá dê cá! Como na Lei, cumpro os
mandamentos, sou fiel e recebo as bênçãos.
Existe então uma grande
diferença entre o Dízimo de Abraão e o voto de Jacó, Abraão deu o dízimo do
reconhecimento de Yaohuh em sua vida, de sua dependência ao criador, representa
a Graça. Já o dízimo de Jacó foi uma troca, negócio, eu te dou em razão de ser
abençoado pelo criador. Mas os dois dízimos possuem uma única semelhança, só
foi dado uma única vez, e não foi jamais pedido pelo criador, ambos tomaram a
iniciativa de fazê-lo; embora em propósitos completamente diferentes.
Esses acontecimentos foram
ocorridos antes do estabelecimento da lei Mosaica, tendo o primeiro caso
simbolizado a Graça e o segundo, a Lei. A Obrigação, para remissão de pecados;
o que já foi pago pelo Messias Yaohúshua. Contudo, tendo em particular as formas
de contribuição, que seriam o dízimo de TUDO.
Agora no ministério de Moisés,
Yaohuh fala “Sobre todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do
fruto das árvores, pertencem a Ele; santos são a Yaohuh”. Levítico 27:30
O dízimo dos seus
rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será
consagrado a Yaohuh. Levítico 27:32
Com efeito, os descendentes de
Levi foram colocados à testa do culto em Israel: recrutavam-se entre eles os
sacerdotes e os servidores do Templo. O Levítico é um manual
redigido para eles, de acordo com usos já muito antigos. Esse manual passou por
muitas transformações e recebeu adições depois da construção do templo de
Salomão (século X a.C.)
Notamos em Levítico 27:32 uma questão
pouco estudada mas com muito significado; vemos aqui o dizimista ser ISENTO de
contribuição. Pelo fato de Yaohuh ordenar que ao décimo animal que passasse sob
a vara do pastor, esse seria consagrado a Ele, mas quem tivesse 9 (nove),
estaria isento. Aqui vemos que o dízimo era o décimo, não o primeiro.
Vemos então uma transformação
na ordem dos dízimos que antes da lei eram de tudo e agora na lei de Moisés
passa a ser de alimentos e gado. Uma proibição entra em vigor a Arão e seus
filhos que é a lei acerca de comer coisas santas: Também nenhum
estranho comerá das coisas sagradas; nem o hóspede do sacerdote, nem o
jornaleiro (trabalhadores que recebiam por jornada de trabalho), comerá delas. Levítico 22:10
Mas aquele que o
sacerdote tiver comprado com o seu dinheiro, e o nascido na sua casa, esses
comerão do seu pão. Levítico 22:11
O dizimista poderia resgatar
seu dízimo, contanto que acrescentasse o seu quinto quando voltasse a dizimar Levítico 27:31
Antes mesmo que o grande
templo fosse construído, os israelitas tinham essa prática de oferecer suas
ofertas e seus dízimos a Yaohuh para que os seus mestres espirituais pudessem
se alimentar.
No livro de números podemos
observar que Arão e os levitas poderiam consumir as ofertas e os dízimos dados
ao Eterno.Núm. 18:21; Núm. 18:24;
Núm. 18:28
Em Números
18:23, 24, 31 lemos: “Mas os levitas farão o serviço da
tenda da congregação, e levarão sobre si a sua iniquidade. Este será estatuto
perpétuo pelas vossas gerações. No meio dos filhos de Israel nenhuma herança
terão. Porque os dízimos DOS FILHOS DE ISRAEL, que oferecerem ao Eterno em
oferta alçada, dei-os por herança aos levitas, pois eu lhes disse: No meio dos
filhos de Israel nenhuma herança terão. Vós e a vossa casa o comereis em todo o
lugar, pois é vosso galardão pelo vosso serviço na tenda da congregação”
O primeiro detalhe a se
observar é que a ordenança de pagamento do dízimo ´´e destinada aos israelitas,
e o segundo neste texto tão utilizado pelos teólogos, é que os dízimos,
destinados a sustentar os levitas, eram dados ao Eterno como oferta alçada.
Porque As Sagradas Escrituras condena a coerção (repressão) nos destinos dos dízimos. (I Samuel 8:16 e 17; Isa 1:11-17; Amós 5:21-25; 8:10,11).
Não havia nenhuma obrigatoriedade sistemática. A Palavra não afirma que o
destino dos dízimos era exclusivamente para o sustentar o clero judaico; nem
apresenta nenhuma conotação para que hoje seja para sustento do pastores
cristãos que não são povo israelita.
Um segundo passo é notar que esta ordenança de Números 18 foi dada no deserto.
Quando Moisés começa a escrever o que lemos em Deuteronômio (que aliás,
significa A Repetição da Lei), ele já está no final dos seus 120 anos de
vida. Ele diz: “São estes osestatutos
e juízos que cuidareis de cumprir na terra que o Eterno, Yaohuh Ul de vossos pais, vos destinou como possessão,
todos os dias que viverdes na terra”Deut.
12:1.
Deste ponto em diante aparecem às outras opções do uso do dízimo
autorizando o dizimista a comer seus próprios dízimos ou dá-los aos
necessitados. (Interessante.
Nesta época os levitas, os representantes do clero judaico, estavam em
igualdade social com os excluídos. Os órfãos, as viúvas e os pobres. Havia uma
identificação do clero com as pessoas humildes. Pertenciam ao mesmo padrão
social).
Vamos agora para o livro de Deuteronômio onde
existem algumas modificações na lei e por isso devemos estudar o sentido dessas
modificações.
Moisés e os israelitas não
tinham atravessado o rio Jordão e Moisés faz uma repetição da Lei, mas com
acréscimos.
Agora Yaohuh está permitindo
que o povo se aproxime do sacerdócio e dos levitas no tocante aos dízimos, e
mais, Yaohuh permite que o próprio dizimista coma o seu dízimo. Deut. 12:6-7
Começamos a ver aqui o que
Yaohuh pretende fazer no meio dos
israelitas, elaborando um controle social entre eles onde o maior se iguala ao
menor. O necessitado seria então abençoado por Yaohuh desta forma, pelo fato de
muitos terem levado os seus dízimos para alimentar não somente os sacerdotes e
levitas, mas também pela reforma da lei, os israelitas mais pobres. Mas isso só
foi concluído depois da travessia do rio Jordão.
Não fareis
conforme tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem lhe parece aos
olhos. Deut.12:8
Porque até agora
não entrastes no descanso e na herança que o Eterno vosso Yaohuh vos dá. Deut.12:9
Mas quando
passardes o Jordão, e habitardes na terra que o Eterno vosso Yaohuh vos faz
herdar, ele vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis
seguros. Deut. 12:10
Nesta passagem escritural
vemos o Eterno claramente afirmar que o sábado, que é o repouso eterno, ainda
virá, quando for estabelecido seu domínio sobre todas as coisas nos céus e na
terra; referindo-se a segunda vinda do messias quando Ele estabelecerá seu
reino de justiça.
Também vemos o dízimo sendo
direcionado para as viúvas, os órfãos e os estrangeiros no meio do povo
israelita, detalhe que passa despercebido por muitos na hora da leitura desse
livro.
Yaohuh começa a fazer uma
reforma na lei e na consciência do povo em geral que desenvolve uma preparação
de caridade um pouco primitiva, reflexo do que seria nos tempos de Yaohúshua; e
o que deveria ser em nosso tempo.
Moisés deixa bem claro que
antes do Jordão uma lei estava em vigor, mas depois seria diferente. Deut.12:8-10
Essa mudança foi selada por
Moisés que escreveu o seguinte:
Tudo o que eu te
ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás. Deut.12:32 que por sinal não mudou
e foi passando até chegar em Neemias.
Mais tarde na construção do
grande templo de Salomão o rei Davi, os príncipes e todo o povo dão ofertas
para a construção do templo “Então disse Davi a toda a congregação: Bendiga
ao Eterno vosso Yaohuh! E toda a congregação bendisse ao Eterno Yaohuh Ul de
seus pais, e inclinaram-se e prostraram-se perante o Eterno e perante o rei. 1 Cr.29:20
E no dia seguinte
imolaram sacrifícios ao Eterno e lhe ofereceram em holocausto mil novilhos, mil
carneiros, mil cordeiros, com as suas libações, e sacrifícios em abundância a
favor de todo o Israel. 1 Cr.29:21
E comeram e beberam
naquele dia perante o Altíssimo, com grande gozo. E pela segunda vez proclamaram
rei a Salomão, filho de Davi, e o ungiram ao Eterno para ser príncipe, e a
Zadoque para ser sacerdote. 1 Cr.29:22
Aqui dízimo sempre está
relacionado à comida, alimentos, produção agro-pecuária e não a dinheiro;
embora as Sagradas Escrituras tenha nos mostrado que já havia o uso do
dinheiro.
Algumas taxas para o Templo só eram aceitas em forma de dinheiro (Êxodo 30:14-16 e 38:24-31). O
dinheiro era utilizado para comprar sepulturas (Gênesis 23:15-16). O dinheiro era usado para comprar
bois para serem oferecidos em sacrifícios. (II Samuel 24:24). Era utilizado para pagar tributos vassalos. (II Reis 23:33,35). Era utilizado para comprar imóveis (Jeremias 32:9-11). Para pagar
salários (II Reis 22:4-7).
Para fazer câmbios (Marcos 11:15.17).
O próprio Yaohúshua contestará tais prática, podemos ver isso em: Mateus 21:12
- E entrou Yaohúshua no templo de Yaohuh, e expulsou todos os que vendiam e
compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que
vendiam pombas;
Ele próprio foi vendido por dinheiro; assim como dEle estava escrito nas
Sagradas Escrituras, para que se cumprisse o que havia sido dito pelo profeta;
veja: Mateus 27:9 - Então se realizou o que vaticinara o
profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado,
que certos filhos de Israel avaliaram. E este era o preço que se pagava por uma
ovelha em perfeita condição para o sacrifício no templo.
Entretanto, Yaohuh estabeleceu que somente as pessoas ligadas à produção
agro-pecuária deveriam trazer dízimos. Nem todos trabalhavam plantando ou
criando gado. As Sagradas Escrituras fala de várias outras atividades
profissionais não ligadas a agro-pecuária:
Artesãos (Exôdo 31:3-5; 35:31-35; II Reis 16:10);
Padeiros (Gênesis 40:1-2; Jeremias 37:21; Oséias 7.4);
Carpinteiros (II Samuel 5:11; II Reis 12:11; II Crônicas 24:12; Esdras
3:7; Isaías 44.13; Mateus 13:55);
Cozinheiros (I Samuel 8:13; 9:23-24).
Guardas (II Reis 22:4; 25:18; I Crônicas 15:23-24; Jeremias 35:4);
Pescadores (Isaías 19:8, Jeremias 16:16; Ezequiel 47:10; Mateus
4:18: 13:48; Lucas 5:2)
Mestres-de-Obra (Rute 2:5-6; I Reis 5:16; II Crônicas 2:2,18; Mateus 20:8)
Ourives (Neemias 3:8, 31-32; Isaías 40:19; 41:7; Jeremias 10;9)
Caçadores (Gênesis 10:9; 25:27; Jeremias 16:16)
Mercadores (Gênesis 23:16; 37:28; I Reis 10:15; Neemias 13:20;
Mateus 13:45)
Músicos (I Reis 10:12; I Crônicas 6:33; 9:33; II Crônicas 5:12)
Alfaiates (Êxodo 28:3; 35:25-26; II Reis 23:7; Proverbios 31:19;
Atos 9:39)
Coletores de impostos (Daniel 11:20; Mateus 10:3; Lucas 5:27).
Estes trabalhadores não pagavam dízimos. Uma vez que os dízimos eram
oferecidos somente em forma de produtos agropastoril, você consegue imaginar os
profissionais acima comprando bois, vacas e cereais para participar das
entregas dos dízimos? Onde está escrito nas Sagradas Escrituras que eles
procediam assim? Se eles não produziam este tipo de riqueza não seria uma
incoerência exigir deles dízimos de coisas que não eram legitimamente frutos de
suas ocupações? Não há nenhuma citação escritual de que os frutos do
trabalho podiam ser cambiados ou compensados por ovelhas ou grãos a fim de se
cumprir o procedimento dos dízimos.
É certo que nem sempre as pessoas eram pagas com dinheiro. Jacó
trabalhou 14 anos para Labão e recebeu duas esposas como pagamento. Recebeu
também ovelhas e bodes mais tarde. (Gênesis
29:15-30 e 30:32). Mas o assunto aqui em foco é mostrar que alguns
profissionais recebiam seus salários em dinheiro. Em II Reis 22:4-7vemos os reparadores
do Templo recebendo seus salários em dinheiro. Quem eram os reparadores do
Templo? Carpinteiros, construtores, artesãos, pintores. Ainda podemos ver que
os contrutores do templo não eram Israelitas, tendo o templo de Salomão sido
erguido por mãos ímpias, por homens idolatras, comprovando que o sistema religioso
nem mesmo nisso se preocupou e ainda hoje continua construindo templos de
adoração ao Eterno por mãos impiedosas de adoradores de diversos deuses; Esta
ai a razão do Eterno não habitar em templo formado por mãos de homens como diz
as Escrituras; Veja: Atos 7:48 - Mas o Altíssimo não habita em templos feitos
por mãos de homens, como diz o profeta:
Em I Samuel 13-19:21 temos
ferreiros ganhando seus honorários também em forma de dinheiro. Isto mostra que
esta prática era conhecida e utilizada. E o que dizer das parábolas de Mateus 20:1-2 eLucas 10:34-35 quando Yaohúshua
cita trabalhadores recebendo seus salários numa época em que os fariseus
continuavam a dizimar o endro e o cominho (alimentos, por sinal)?
Ofertas podiam ser trazidas em forma de dinheiro (II Reis 22:4-7) Mas, quando o assunto era dízimo pela lei de
Moisés, somente ovelhas, bois, grãos, comida. Dinheiro nunca!
O que os textos de Levítico e
Deutonômio afirmam claramente:
1) Que o dízimo deveria ser calculado
sobre o fruto das semente, cereal, vinho, azeite, vacas e ovelhas.
2) Que o dizimista deveria comer seus dízimos
no lugar em que o Yaohuh indicasse.
3) Que o dizimista poderia vender o dízimo
e com o dinheiro apurado comprar o que desejasse comer e beber a sua alma. Mas,
nada de levar dinheiro à presença do Eterno! Se alguém não pudesse transportar
os dízimos em forma de alimentos, bois e vacas, deveria vendê-lo e com o
dinheiro apurado comprar outras coisas para comer, beber e se alegrar.
4) Que o décimo animal (não o
primeiro) deveria ser separado para o Eterno.
5) Que deveriam dar o dízimo “quando
o Eterno teu Yaohuh te tiver abençoado”. Dízimo nas Sagradas Escrituras
sempre aparece numa escala crescente. De lucros, de ganhos, de bênçãos, de
aumento de renda. Nunca num ambiente decrescente, de prejuízos, de recessão, de
pouco dinheiro. “Todo o bem que vos abençoar o Eterno vosso Yaohuh.” “Quando
o Eterno teu Yaohuh te tiver abençoado”. Quando um israelita era abençoado,
somente nesta situação deveria ele trazer dízimos ao Altíssimo. Abraão também
deu dízimos sobre um aumento de rendas. Jacó fez um voto a Yaohuh aparentemente
sob a mesma base. Se fosse abençoado pagaria dízimos.
6) Que era dizimável o aumento de renda
das benção advindas da agro-pecuária. Nenhum texto diz que lucros sobre outras
atividades produtivas deveriam ser dizimadas.
7) Dízimos poderiam ser utilizados para
fazer caridade. (Deut. 14:28-29).
Havia um só dízimo com aplicações diversificadas. Não eram dízimos
adicionais. A teoria dos três dízimos é invenção da tradição judaica. Assim
como a instituição do dízimo hoje é invenção das tradições cristãs.
Com o passar do tempo os dízimos foram tomando destino exclusivo para os
levitas. No segundo Templo, após o cativeiro, já se observa uma
institucionalização acentuada conforme narrada em Neemias 10:38-39; 13:10-12.
Após o cativeiro Neemias faz alguma modificações. Não nos princípios da
Lei de Moisés, mas na regulamentação dela. Talvez, devido a situação financeira
caótica do pós-exílio ele reduz o valor da taxa do Templo que era de meio siclo
(Êxodo 30:12-16) para
um terço de siclo (Neemias
10:32,33). Ele implementa outras regras novas.
Deve-se levar em conta que Neemia era um restaurador. Reconstrutor de
uma sociedade cuja religião funcionava sobre pilares cerimoniais (liturgias). O
que ele faz então:
Reduz a taxa do Templo. (Neemias
10:32,33)
Organiza para que os dízimos sejam trazidos ao Templo (A casa do tesouro
em Jerusalém) para sustentar os levitas (Neemias 10:37) – (Leia todo o capítulo 10 sobre a “Aliança do
Povo” – um verdadeiro pacto de reforma da sociedade israelita pós-exílio)
90% da população morava agora em outras cidades. Fora de Jerusalém.
Neemias precisava regulamentar o sustento dos sacerdotes levitas que viveriam
na capital.
Os judeus continuariam trazendo seus dízimos em forma de alimentos.
Frutos das suas colheitas. Nenhum sistema de pagamento de dízimos em dinheiro
foi instituído pelo reformador. (Neemias
10:35).
Nesse período encontramos o
profeta Malaquias, e suas profecias são relacionadas aos acontecimentos
narrados no livro de Neemias. As Escrituras Hebraicas, a Septuaginta, e a ordem
cronológica dos livros colocam Malaquias em último lugar entre os 12 chamados
profetas menores. Segundo a tradição da Grande Sinagoga, ele viveu depois dos
profetas Ageu e Zacarias, e foi contemporâneo de Neemias.
Contudo, nesse livro fala-se muito dos abusos por parte do sacerdócio, ligando Malaquias com a situação existente quando Neemias veio pela segunda vez a Jerusalém, depois de Artaxerxes chamá-lo de volta a Babilônia em 443 a.C., o 32.° ano do reinado do rei. (Mal. 2:1; Nee. 13:6) Passagens similares encontradas em Malaquias e Neemias indicam que a profecia se aplica a este período específico. (Mal. 2:4-8, 11, 12 — Nee. 13:11, 15, 23-26); (Mal. 3:8-10 — Nee. 13:10-12).
Contudo, nesse livro fala-se muito dos abusos por parte do sacerdócio, ligando Malaquias com a situação existente quando Neemias veio pela segunda vez a Jerusalém, depois de Artaxerxes chamá-lo de volta a Babilônia em 443 a.C., o 32.° ano do reinado do rei. (Mal. 2:1; Nee. 13:6) Passagens similares encontradas em Malaquias e Neemias indicam que a profecia se aplica a este período específico. (Mal. 2:4-8, 11, 12 — Nee. 13:11, 15, 23-26); (Mal. 3:8-10 — Nee. 13:10-12).
Embora o dízimo tenha sido
reconhecido desde a época de Moisés, nos dias de Malaquias os sacerdotes do
templo recolhiam as ofertas e não repassavam para os levitas, para que eles
pudessem utilizá-las para cuidar dos próprios levitas, dos órfãos, das viúvas e
viajantes. E isso fez com que o profeta (Malaquias) iniciasse uma advertência a
todos sobre o roubo do dízimo: "Com maldição sois amaldiçoados, porque a
mim me roubais, vós, a nação toda." (Malaquias 3:9)
Esta passagem mostra
claramente que a Palavra do profeta Malaquias ao qual recebeu do Eterno, não se
dirigia aos dizimistas, mas aos líderes religiosos.
Ora, antes disto
Eliasibe, sacerdote, encarregado das câmaras da casa de nosso Eterno, se
aparentara com Tobias, Nee.13:4
E lhe fizera uma
câmara grande, onde dantes se recolhiam as ofertas de cereais, o incenso, os
utensílios, os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite, que eram dados por
ordenança aos levitas, aos cantores e aos porteiros, como também as ofertas
alçadas para os sacerdotes. Nee. 13:5
Mas durante todo
este tempo não estava eu em Jerusalém, porque no ano trinta e dois de
Artaxerxes, rei da Babilônia, fui ter com o rei; mas a cabo de alguns dias pedi
licença ao rei, Nee.13:6
E vim a Jerusalém;
e soube do mal que Eliasibe fizera em servir a Tobias, preparando-lhe uma câmara
nos átrios da casa de Yaohuh.Nee.13:7
Isso muito me
desagradou; pelo que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da
câmara. Nee.13:8
Então, por minha
ordem purificaram as câmaras; e tornei a trazer para ali os utensílios da casa
de Yaohuh, juntamente com as ofertas de cereais e o incenso.Nee.13:9
Obs. Veja que esta
referência nos lembra os dias de hoje, onde os pastores consideram as “igrejas”
como suas propriedades, passam a fazer delas seus próprios negócios de
sobrevivência e ostentação, dessa forma, passam a se auto promover e enche-las
de suas próprias ovelhas (crentes cristãos) e a manipulá-las ao seu benefício
próprio.
Também soube que
os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os
cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo. Nee.13:10
Então contendi com
os magistrados e disse: Por que se abandonou a casa de Yaohuh? Eu, pois,
ajuntei os levitas e os cantores e os restaurei no seu posto. Nee.13:11
Então todo o Judá
trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite. Nee.13:12
Mais uma reforma na lei acerca
dos dízimos foi criada por Neemias:
E que as primícias
da nossa massa, as nossas ofertas alçadas, o fruto de toda a árvore, o mosto e
o azeite, traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Altíssimo; e os
dízimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas receberiam os dízimos em todas as cidades,
da nossa lavoura. Nee. 10:37
- Justamente neste verso, com a tradução de Almeida
Corrigida e Revisada Fiel existe uma grande diferença entre edições bíblicas no
sentido da palavra. A tradução de João Ferreira de Almeida – Edição Revisada e
Corrigida apresenta a palavra “Pagariam”.
E na tradução Católica essa mesma palavra passa a ser “Transportá-lo”.
Percebemos então no texto uma
comprovação da distribuição dos dízimos ao povo, uma grande modificação nas
traduções que deixam oculto essa prática no ministério de Neemias, pondo em
foco o direcionamento dos dízimos exclusivamente para o templo. A verdade é que
nesse momento, apenas 10% dos dízimos era retido no templo
para os sacerdotes e levitas, o pouco divulgado DÍZIMO DOS DÍZIMOS, exclusivos
para o sacerdócio. Nee.10:38
E o
sacerdote, filho de Arão, deve estar com os levitas quando estes receberem os
dízimos; e os levitas devem trazer o dízimo dos dízimosà casa do nosso Yaohuh, para as
câmaras, dentro da tesouraria.Nee.10:38
Pois os filhos de
Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas dos cereais, do mosto e
do azeite para aquelas câmaras, em que estão os utensílios do santuário, como
também os sacerdotes que ministram e os porteiros, e os cantores; e assim não
negligenciarmos a casa do nosso Yaohuh. Nee.10:39
Sabemos agora que
Malaquias não direcionou sua palavra ao povo, mas sim ao sacerdócio que
corrompido, teve uma grande reforma por Neemias. As maldições narradas em Mal. 3:9 nada tem à ver com o
povo não ser dizimista mas sim tem à ver com os roubos dos sacerdote Eliasib e
seu parente Tobias
(Neemias 13:4-5) – Desde os dias de vossos
pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para
mim, e eu me tornarei para vós, diz o Yaoihuh dos Exércitos; mas vós dizeis: Em
que havemos de tornar? Mal.3:7
O próprio povo sabia que o
sacerdote Eliasibe roubava os dízimos e as ofertas e destinava tudo para
Tobias. Nee. 13:5 por
esse motivo foram desviados do caminho, tropeçando na lei e por isso sendo
amaldiçoados. Mal.2:8
Mas a reforma foi feita e o
conserto e a purificação dos filhos de Levi aconteceu para que se cumprisse a
profecia. Mal.3:3
Agora entramos no
Novo Testamento
Dois homens subiram ao templo,
para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. Lc 18:10
O fariseu, estando em pé,
orava consigo desta maneira: O Yaohuh, graças te dou porque não sou
como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este
publicano.Lc 18:11
Jejuo duas vezes
na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. Lc
18:12
O publicano,
porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas
batia no peito, dizendo: O Yaohuh, tem misericórdia de mim, pecador!Lc 18:13
Digo-vos que este
desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo
se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. Lc
18:14
Obs. Perceba que o Eterno não
tem por justo aqueles que dizimam ou fazem qualquer outra prática física, mas
aqueles que com corações humildes reconhecem seus pecados e pela fé buscam o
reconhecimento da autoridade do Eterno em Yaohúshua para sua salvação.
Outro texto referente ao
dízimo é “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a
hortelã, o endro e o cominho,(alimento por sinal) e desprezais o
mais importante da lei, o juízo, amisericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e
não omitir aquelas”. Mateus
23:23
Podemos notar que os escribas
e fariseus eram dizimistas, logo possuíam plantações e gado para
recolherem a décima parte conforme a lei de Moisés manda e que não foi
modificada por Neemias.
Yaohúshua não aboliu o dízimo
dos escribas e fariseus (da Lei), pois eles não receberam Yaohúshua como
salvador, seguiam as Leis e as tradições; mas exorta que os mesmos deveriam
acrescentar o mais importante da Lei que é o JUÍZO, a MISERICÓRDIA e a FÉ. Sem
esse fundamento de nada adiantava dizimar.
Outro ponto importante é
perceber que existia um Sumo Sacerdote descendente de Arão e os Levitas da
tribo de Levi, que foram profetizados por Malaquias e restaurados por Neemias.
Que por sinal se corromperam
sob o sacerdócio de Caifás, o último sumo sacerdote, que aparentemente
desprezou o direito dos necessitados no tocante aos dízimos.
Mais um ponto nos mostra que
nem todas as pessoas eram dizimistas, por exemplo, o próprio Yaohúshua.
Sabemos que Yaohúshua
trabalhava com seu pai e na tradução do grego, José – e talvez Yaohúshua –
seria umtektone (em
grego, designa “marceneiro”, “carpinteiro”, “pedreiro” ou “construtor” e inclui
os artesãos que trabalhavam com madeira. Como naquela época o material extraído
das árvores era raro nas colinas áridas da Palestina, é mais provável que José
– e talvez Yaohúshua – tivesse trabalhado mesmo com pedra. Além disso, o
próprio Yaohúshua empregava frequentemente a metáfora de uma construção de
pedra em seus ensinamentos). Naquela época, essa era a qualificação de
um diarista explorado, não de um trabalhador qualificado, protegido por
sindicatos e com um salário mínimo garantido. Ser tektone significava antes de tudo, não possuir
terra, tendo de procurar trabalho onde havia.
Pela Lei de Moisés eles
estariam isentos do dízimo, mas não de ofertas, que fique bem claro.
Assim se sucedeu com todos os
discípulos chamados por Yaohúshua. Todos deixavam suas famílias e propriedades
para seguirem a Yaohúshua. Pela lógica e pela razão, os mesmos também eram
isentos dos dízimos, mas não de ofertas.
Enquanto Yaohúshua e os
discípulos pregavam o evangelho, vinham sendo recolhidas ofertas para eles e
para os pobres, mas o dízimo não era recolhido. “Aproximou-se dele uma
mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho
sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa. Mt. 26:7
E os seus
discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este
desperdício? Mt. 26:8
Pois este ungüento
podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres. Mt. 26:9
Yaohúshua, porém,
conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou uma boa
ação para comigo. Mt.26:10
“Porquanto
sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter
sempre”. Mt.26:11
“Ora, derramando
ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu
sepultamento”. Mt.26:12
Mesmos que em outro livro
indique que somente Judas teve essa indignação para roubar o dinheiro das
ofertas, não muda a direção e o propósito do recolhimento das ofertas, destinadas
para o mantimento de Yaohúshua e seus discípulos e para os pobres.
Por que Yaohúshua e seus
discípulos não pediam dízimos?
Por respeitar a reforma feita
por Neemias acerca dos Levitas que ainda trabalhavam no templo.
Yaohúshua não só curava e
libertava como também alimentava e se dedicava aos pobres, escolheu os humildes
para levar o seu evangelho e grandes coisas fazia no meio deles.
E profetizou sobre o que irá
acontecer logo em nossos dias em seu sermão profético. (Mt.25:31-46)
E entre os apóstolos se faziam
muitos sinais e a caridade era grande, “e todos os que criam estavam juntos,
e tinham tudo em comum”. At
2:44
E vendiam suas
propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. At.2:45
E, perseverando
unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com
alegria e singeleza de coração. At.2:46
Uma observação nesse versículo
mostra que os santos frequentavam o templo, eles frenquetavam o templo apenas
para ensinar As Boas Novas, não compartilhavam da vida religiosa ali, ao mas ao
participar da ceia (do pão), faziam isso em casa, longe dos locais do templo,
revelando que as práticas do evangelho não eram iguais as do templo e da Lei de
Moisés.
Agora vemos Shaul (Paulo)
pregando o evangelho de Yaohúshua, e demonstrando um grande amor para com os
irmãos necessitados. Shaul faz uma coleta de ofertas para ajudar outros irmãos
que estão em Jerusalém (I Cor.16.1-4).
Também o mesmo Shaul faz lembrar que "Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”(Sal 111:9)-(II Cor. 9.9). Ora, aquele que dá semente ao que
semeia e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira. (II Cor. 9.10). Shaul pedia para
distribuir aos outros, se ele ganhasse dinheiro, dava para quem não tinha se
ganhasse alimento, também dava para quem tivesse fome; esse é o "ESTATUTO E JUÍZO" de Yaohuh (Deut.12).
Shaul foi um grande semeador,
por essa razão falou de si mesmo no tocante ao semear.
Qual era a semente de Shaul?
Shaul plantava a semente espiritual e também a semente material fazendo uma
coleta para os cristãos pobres da Judéia e enquanto transmitia sua alegria de
ver as ofertas levantadas por caridade, destaca um princípio que deveria ser
observado com atenção e amor por fazer parte do processo de conversão: “Pois
digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós, 2 Cor. 8:13
Mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa
abundância a falta dos outros, para que também a abundância deles venha a
suprir a vossa falta, e assim haja igualdade; 2
Cor.8:14
Como está escrito:
Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou. 2 Cor.8:15
O que Shaul consegue
transmitir através dessas atitudes de fé e caridade é tremendamente profundo
aos nossos olhos de entendimento, pois por amor ele ajuda os pobres dentre os
santos.
Podemos então nos colocar na
figura desses santos necessitados de Jerusalém, onde Shaul foi o provedor de
bênçãos espirituais e também materiais. Imaginemos esse Paulo partindo de longe
aproximadamente 1668 km de distancia entre Macedônia e Jerusalém para levar
essas doações aos santos. (Romanos
15:26) ao realizar essa caridade, pessoas que talvez estivessem fracas
em sua fé, receberiam de Yaohuh um conforto ministrado pela graça, um coração
duro e contrito seria capaz de voltar a amar e a ser misericordioso com seu
próximo, por motivos de que o primeiro a dar amor (Shaul), receberia amor (dos
santos). Ora se é dando que se recebe e semeando que se colhe, na pessoa de
Paulo vemos um belo exemplo inicial de dar para receber, não só o material e
espiritual, mas o amor e o fraternal pela graça derramada sobre aqueles que por
essas atitudes abrissem o seu coração para o evangelho do messias.
Ao contrário do que muitos
pensam nas treze cartas escritas pelo apóstolo Paulo, não encontramos em
nenhuma delas a coleta de dízimos, por quê?
Não será porque o templo ainda
estava de pé? Certamente que sim, assim como Yaohúshua e os discípulos
respeitaram a ordem e o sacerdócio Levítico, o apóstolo Shaul também procedeu
da mesma forma. Note que os apóstolos levantavam muitos testemunhos com ofertas
arrecadadas, mas não só com ofertas, mas os próprios santos se doavam para
essas construções do templo que não era de alvenaria. “e não somente fizeram
como nós esperávamos, mas primeiramente a si mesmos se deram ao Eterno, e a nós
pela vontade de YHWH”; 2 Cor.8:5
Até aqui dois trabalhos
distinto com a mesma finalidade. De um lado o templo de pedras testificando a
reforma de Deus com o povo israelita através de Neemias e de outro o evangelho
sendo anunciado e um povo sendo preparado para ser o novo TEMPLO DO ESPÍRITO, O
SANTO, o inicio do SACERDÓCIO REAL da ordem de Melquisedeque. Ou não
sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito, O Santo, que habita em vós,
proveniente de Yaohuh, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19
Trazei todos os
dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois
fazei prova de mim nisto, diz Yaohuh dos Exércitos, se eu não vos abrir as
janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar
suficiente para a recolherdes. Malaquias
3:10 Yhwh na sua
onisciência monta um novo templo, um novo tempo, um novo sumo sacerdote, uma
nova ordem, uma nova lei, uma nova aliança.
Agora passamos para a carta de
Hebreus, onde o autor não é identificado, mas pelo que parece em sua forma
gramatical de que tenha sido o emissário Shaul que a escreveu.
Datada como sendo escrita
entre 65 à 69 d.C. por seu conteúdo acaba revelando o final dessa trajetória de
mudanças na lei.
Yaohúshua é atribuído por
aquele que lhe disse: Proclamarei o decreto: o Eteno me disse: Tu és
meu Filho, eu hoje te gerei. (Sal 2:7)
Como também diz em
outra passagem: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec (Sl 109:4).
Sendo por Yaohuh
chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. (Hb.5:10)
Aqui vemos o motivo pelo qual
Abraão teve que dar o dízimo para Melquisedeque. Porque este
Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Yaohuh Altíssimo, que saiu ao
encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou, (Hb.7:1)
A quem também
Abraão separou o dízimo de tudo {sendo primeiramente, por interpretação do seu
nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz}; (Hb 7:2)
Sem {pai, sem mãe,
sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito
semelhante ao Filho de Yaohuh}, permanece sacerdote para sempre. (Hb 7:3)
Considerai, pois,
quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os
melhores despojos. (Hb 7:4)
E os que dentre os
filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os
dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído
dos lombos (ou estavam em germe no íntimo) de Abraão; (Hb 7:5)
Mas aquele cuja
genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou ao que
tinha as promessas. (Hb 7:6)
Ora, sem
contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. (Hb 7:7)
E aqui certamente recebem dízimos homens que morrem;
ali, porém, os recebe aquele de quem se testifica que vive. (Hb
7:8) tradução Almeida
Revisada Imprensa bíblica
De mais, aqui, os levitas que recebem os dízimos são
homens mortais; lá, porém, se trata de alguém do qual é atestado que vive. (Hb 7:8) tradução Católica
Agora vemos claramente o texto
apontar para um sacerdócio ainda de pé, o dos Levitas supervisionado por Caifás
o sumo sacerdote (Caifás foi o sumo sacerdote por 18 anos, d.C. 18-36).
Quando Yaohúshua chega diante
de Caifás amarrado, Caifás olhou para Yaohushua e fez uma pergunta, segurando o
cajado na mão: "Você é o Filho de Yaohuh?" E Yaohúshua respondeu:
"Sim, Eu Sou o Filho de Yaohuh". Caifás colocou as mãos na gola de
suas vestes sacerdotais e rasgou-as de cima para baixo, e disse:
"Blasfêmia, tens que morrer". Caifás era o maior teólogo nos dias de
Yaohúshua, mas tropeçou nos próprios ensinamentos das Sagradas
Escrituras. Cita a Palavra que quando um
sacerdote rasga as suas vestes ele encerra seu sacerdócio. Logo,
Caifás sem ter conhecimento de que estava sendo usado por Yaphúshua, pôs fim na linhagem
do sacerdócio de Arão, dando início ao Novo Sacerdócio - o Sacerdócio da Nova Aliança,
representado por Yaohúshua, o Nosso Sumo e Eterno Sacerdote.
E, por assim dizer,
por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos, (Hb 7:9) Porquanto
ele estava ainda nos lombos de seu pai quando Melquisedeque saiu ao encontro
deste. (Hb 7:10)De sorte que,
se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico {pois sob este o povo recebeu a
lei}, que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo
a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? (Hb 7:11)
Pois, mudando-se o
sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. (Hb 7:12)
Porque aquele, de
quem estas coisas se dizem, pertence à outra tribo, da qual ninguém ainda
serviu ao altar, (Hb 7:13)
Visto ser
manifesto que nosso Yaohúshua procedeu de Yahudá (Judá), tribo da qual Moisés
nada falou acerca de sacerdotes. (Hb
7:14)
O templo foi destruído no ano
70 d.C. dando início ao novo ministério sacerdotal que caminhava lado a lado a
espera dessa liberação que só poderia entrar em vigor depois da queda do grande
templo, que por certo aconteceu.
É notório que o DÍZIMO FOI
ABOLIDO, e que nos tornamos isentos a pagar, pela nova lei da graça, Não sendo mais
obrigatório, mas pela doação de amor e caridade do corpo de Yaohúshua através
das ofertas voluntárias. Poderemos em amor para com os necessitados, e amor ao
próximo, onde o que recebe de Yahúshua, se doa a Yaohuh por amor, não por
opressão, mas na humildade de saber que Yaohuh escolheu os humildes de coração.
Temos então muitas bases
bíblicas para dizer que na NOVA ALIANÇA não é o dízimo para a manutenção do
povo de Yaohuh, das pessoas pobres e dos necessitados e que pode ser dado em
dinheiro para o administrador da Igreja - onde separa o dízimo dos dízimos para
ele por direito, que por sua vez devolve o que é de Yaohuh para Yaohuh
(representado nos pobres), que são o novo templo do Espírito Santo. Porém não
temos nenhuma base bíblica para afirmar de que os dízimos devem ser arrecadados
para a manutenção da casa de oração (templo de alvenaria) tais como para
pagamento de: pintura, água, luz, esgoto, material didático, ar condicionado,
etc... Até porque o criador nunca pediu ou ordenou a construção de templos de
pedra, como alega a teologia do erro ao interpretar esta passagem: II Samuel
7:12-13 - Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais,
então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá
das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu
nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre.
Por esta passagem nas Sagradas
Escrituras a teologia do erro acredita que teria sido Salomão, filho de Davi,
aquele que o Eterno escolheu para levantar-lhe um templo; mas se prestarmos
bastante atenção no texto veremos que Davi já havia gerado Salomão que já havia
saído de suas entranhas, logo não se trata de Salomão. E o rei de Davi não se
perpetuou na sua genealogia, mas está sendo restaurado e será eterno na sua
descendência por Yaohúshua. Logo, não existe respaldo bíblico para que ninguém
construa templo para adorar a Yaohuh Ul; pois nós estamos sendo levantados
templos do Altíssimo; veja: I Kafos (Pedro) 2:5 - Vós também, como pedras
vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer
sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.I Kafos (Pedro) 2:9
- Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo
adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas
para a sua maravilhosa luz;
Notamos que no decorrer dos
anos aconteceu uma inversão de valores, onde os 10% fixos mensais, são
destinados para a manutenção do “templo” ) e também as ofertas e o que sobrar,
disso então é separado para o trabalho de caridade e assistência social.
Em outros casos há campanhas
exclusivas para arrecadação de mantimentos para caridade, outra inversão de
valores, que coloca um tempo muito distante de uma campanha à outra tirando do
foco o compromisso que o Oholyao (a Igreja) deve ter continuamente pelos irmãos
necessitados.
O dever do Cristão convertido
é semear por amor e seu direito é saber se o que ele semeou de fato foi
plantado no destino certo, mas para que isso aconteça, o Crente deve conhecer o
plano existente dado por Yaohuh, que nos tornou livres (Gal.5:1) para examinar
se de fato o que plantamos tem ou não tem o destino certo aos olhos de Yaohuh. Se
a semente está sendo plantada da maneira correta, continue a plantar, mas se
não está, resolva essa questão, lembre-se de que o povo de Israel sabia que
“Eliasibe e Tobias” não procediam da maneira correta o que gerou muita
indignação aos olhos de Yaohuh, e por não tomarem uma atitude, tiveram que
pagar o preço da omissão, mas se mesmo assim não surtir efeito procure outro
campo e outro semeador.
O dízimo é de Yaohuh para Deus
e está configurado na pessoa de Yaohúshua E QUE TEM O DIREITO DE RECEBER, “Disse-lhe
Filipe: Yaohúshua mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe
Yaohúshua: Estou há tanto tempo convosco, e não me tende conhecido, Filipe?
Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”(João
14:8-9)
A pergunta é a seguinte.COMO
VER A YAOHÚSHUA?
O próprio Yaohúshua explica
esse processo configurando um sermão profético;
E quando o Filho
do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se
assentará no trono da sua glória;
E todas as nações
serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos
bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas
à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei
aos que estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança
o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome,
e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e
hospedastes-me;
Estava nu, e
vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos
lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de
comer? Ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos
estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos
enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o
Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus
pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também
aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo
eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome,
e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro,
não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não
me visitastes.
Então eles também lhe
responderão, dizendo: Yaohúshua, quando te vimos com fome, ou com sede, ou
estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes
responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não
fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para
o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. (Mateus 25: 31-46)
"Então
vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a
Yaohuh Ul, e o que não o serve". (Malaquias 3.18).
Amados
irmãos,
Espero
que tenha ficado claro para todos que os filhos da Nova Aliança que não temos
que dizimar materialmente para o criador, mas espiritualmente. É através da
nossa verdadeira fidelidade, amor e adoração ao Eterno e através do nosso
sincero, puro e perfeito amor para com o próximo que nós cumprimos toda a Lei e
profetas. Que de sobremaneira estaremos na vontade do Eterno, que estaremos sob
direção do seu Santo Espírito. Verdadeiramente, negando a nossa humanidade para
que a sua natureza divina possa ser expressa em nós.
Este
estudo tem como objetivo, combater não só as práticas heréticas dos cães
gulosos (líderes religiosos) do sistema religioso cristão, que reinterpretam as
Sagradas Escrituras com o único objetivo de obter proveitos próprios; tais
como: títulos eclesiásticos, títulos políticos, posição social, bens materiais
as custas dos desinformados ou ignorantes das verdades escriturais sagradas e
manipulam as pessoas pelas sua ganâncias, soberbas, prepotências e que são
verdadeiros estelionatários da fé. Bem como, pela legítima e boa consciência de
em justiça e amor estabelecer o Reino do Eterno Yaohuh Ul, criador dos céus e
da terra para ter como fim o estabelecimento do REINO DE YAOHÚSHUA, o único
pastor fiel e verdadeiro eternamente. Amnao!